quarta-feira, 12 de julho de 2017

Estado alterado da razão-poema RCF






Quando ando em Paris no meu bairro
quando corro e não saio do lugar
quando chego em casa no trabalho
quando choro meus mortos
que ainda estão vivos
quando tiro o pino da granada
da fruta de conde
é
que meu verso está na minha frente.


(do livro Estrangeiro, Rio, 7Letras, 1997)



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