sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Lamento do menino triste, poema RCF






O azeite ainda se agarra
às paredes do frasco depois de esvaziado.
A água, leve, esvazia-se rápido,
às vezes até evapora, e não deixa resíduo,
nada se gruda à parede do frasco.
Ó mãe, faz permanecer em mim a água da alegria
e me livra do azeite do desengano.




(do livro A máquina das mãos, 2009, Ed. 7Letras)
 
 

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