segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Poema sobre pás, poema RCF




As pás do ventilador nunca se alcançam:
eternamente perseguindo a pá que segue
e fugindo da pá que lhe persegue.
Estou no mundo entre duas pás:
a pá de espírito que não alcanço
e fugindo da pá de cal
que me quer dar descanso.




(do livro Eterno passageiro. Brasília: Varanda, 2004)


imagem retirada da internet: miró

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