quarta-feira, 16 de maio de 2012

Cansaço dos buquês, poema de Memória dos Porcos







De carro ou a pé,
foge da bifurcação que é uma forquilha
que lhe atira a primeira pedra.
Pedestre,
não tem mais nenhuma ânsia de pé.
Queria andar de quatro,
quatro pés no chão,
quatro mãos na terra,
quatro dimensões do medo,
quatro estações florescem no cérebro.
Veraneia devaneios,
hiberna sentimentos,
no outono, caem folhas de papel,
floresce seu desgosto
– um buquê de mágoas
que não murcham.



(imagem retirada da internet: rodney smith)

LANÇAMENTO: DIA 22 DE MAIO, NO RESTURANTE CARPE DIEM, BRASILIA, DE MEMÓRIA DOS PORCOS.

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