quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Tempestade da carne, poema Memória dos Porcos


 

O que quero saber é a altura
das tuas vertigens horizontais,
a medida dos teus ais.
O que me desvirtua
é a virtude do teu verbo
porque no princípio,
ao contrário do que se diz,
no princípio era o Verbo
e Deus disse:
Fiat Carne e a carne se fez.


(do livro Memória dos porcos. Rio: 7Letras, 2012)


(foto: rodney smith)

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