sábado, 2 de abril de 2016

A ofensa de existir, poema RCF



 

Existir é uma grande ofensa.
Morro melhor quando morro pela manhã.
De tarde há muito sol
e meu corpo defunto sua
as maldades do mundo.


(do livro O difícil exercício das cinzas)


(imagem: rebecca drautemer)

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