terça-feira, 7 de junho de 2016

O coração das trevas no pulso, poema RCF






O relógio de ponto calcina
o coração das horas.
Na bainha do pulso
o tique-taque da bomba-relógio.
Os minutos disparam
o gatilho do tempo.
A roda da fortuna
 sempre os mesmos números.
Tiros de festim na pontaria dos ponteiros
atingem o difícil exercício das cinzas.


(do livro O difícil exercício das cinzas. Rio: 7Letras, 2014)

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