quarta-feira, 22 de junho de 2016

Alugar para sonhar, poema RCF












Queria que alguém sonhasse seus sonhos.
Limpasse os seus pesadédalos.
Um sonho alheio,
outro subsídio da memória,
o passado a limpo,
o presente ausente
e tudo seria futuro
que é a estação
em que tudo que se quer
tudo pode caber.





(do livro Memória dos porcos. Rio: 7Letras, 2012)



Nenhum comentário:

Postar um comentário