sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Estômago do tempo, poema de Ronaldo Costa Fernandes


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Máquina não existe que faça fino
o ato de viver,
que torne a vida mais branda.


A única máquina que a vida conhece
é a lima que se percebe na seca pele,
o destino certo e fatal
para o qual a máquina,
voraz de matéria humana,
foi construída: o estômago do tempo.



(do livro Eterno Passageiro, Ed. Varanda, Brasília, 2004)


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