sábado, 19 de novembro de 2016

Para Nauro Machado, poema RCF



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Estranha poesia de outra ordem orgânica,
que se engendra no útero do tempo,
gera ervas de daninha botânica:
flor que ilumina tudo o que não é bento.

Em Nauro, a lúcida e melhor leitura,
poesia do poeta insular, pedra feita
verbo encarnado na carne dura
revela a rede-teia onde não se deita.

Porque em vez de algodão traz alfinete,
em vez de trinado a rima rouca,
barulho de aço contra aço sem azeite,

a poesia mais pura quanto mais louca.
Este o valor maior por nós incensado:
poema como búfalo não domado.



Nauro Machado é um dos maiores poetas brasileiros.

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