quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Terra marítima, poema de Ronaldo Costa Fernandes


No imenso mar de nada,
de plantações de águas secas,
lá escorre a trilha inexata
dos navegantes desbravadores de trilhas
abrindo caminho onde caminho não há
como a quilha do navio
que faz a rota na resistência mole
da estrada de água,
inaugurando a cada viagem
a trilha possível e sempre renovada
– uma metáfora contínua
da estrada e do estradeiro
que só existem
quando um desbrava o outro.



(do livro Terratreme, Brasília, Secretaria de Cultura do DF, 1998)

imagem retirada da internet: razzi16
 
lembrete: obrigado, Celi. Não estou conseguindo entrar nos comentários para responder. Seja bem-vinda como todos foram. Verei seu blog como vi e frequento os outros. Abs. Ronaldo

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