quarta-feira, 1 de março de 2017

Noturno, poema RCF





Os quadros telecinam-se,
os sofás divãneiam-se,
as janelas agitam asas de dobradiça,
o cinema de sombras do abajur
e o movimento dos objetos em suas caixas,
em surdina,
no esconderijo dos estojos,
arregimentam-se em cólicas.

( do livro Andarilho, 2000)


imagem retirada da internet: van gogh

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