terça-feira, 4 de abril de 2017

Testamento, poema RCF


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Tudo o que tenho está em papel passado.
Lavro meu testamento
que é uma terra feita de papel.
Os inéditos doo ao anonimato,
os publicados para os sebos.
Meu corpo enterrem
na lembrança
cuja terra é fofa
e o que nela está logo se decompõe.



(do livro Memória dos porcos. Rio: 2012)



 (foto:vivian maier)

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