quinta-feira, 18 de maio de 2017

Samuel Rawet, poema RCF




A angústia judia e imigrante de Rawet,
que vivia apenas em seu gueto de Sobradinho.
Rawet morreu lendo, em sua cadeira de balanço,
e lá ficou três putrefatos dias.
O gueto de Rawet era sua cadeira de balanço,
o menor gueto do mundo.



(do livro A máquina das mãos, 2009)

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