sábado, 7 de maio de 2022

O sono dos peixes, poema Matadouro de vozes







 






Meu temor: 
os que naufragam em seco,
os que se afogam na sede,
os que vivem em suicídio.

Eu, na correnteza do sonho, 
mergulho na paixão seca,
feita de cadeiras vazias.

Por que só se aprende 
com o quadro devastado das lições?