quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Vietnã, poema de Wislawa Szymborska


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Mulher, como você se chama? – Não sei.
Quando você nasceu, de onde você vem? – Nao sei.
Para que cavou uma toca na terra? – Não sei.
Desde quanto está aqui escondida? – Não sei.
Por que mordeu o meu dedo anular? – Não sei.
Não sabe que não vamos te fazer nenhum mal? – Não sei.
De que lado você está? – Não sei.
É a guerra, você tem que escolher. – Não sei.
Esses são teus filhos? – São.




(Poemas, Wislawa Szymborska. São Paulo: Cia das Letras, 2011. Tradução de Regina Przybycien)


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