sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Tourada final, poema RCF
















Por que teu coração, bufante,
arvorou-se um dia em touro
e, menstruando a cada segundo,
escavou o fundo do teu peito?
Tu, que foste a casa,
obscuro e friável,
agora não passas de
uma cadeira no meio do corredor
que atrapalha a passagem.


(do livro A máquina das mãos, 2009)

imagem retirada da internet: vangogh


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