segunda-feira, 31 de março de 2025

Companhia aérea, poema

 


 

 


 

 

Vamos, amor,

faz companhia aérea para mim.

Minha bagagem

pesa a enormidade da prudência.

Devia ter sido

mais descauteloso.

Encher a mala

com roupas que não vesti

e jogar fora o vestuário do tino.

Decolaríamos na pista

dos nossos desvelos.

E se houvesse escala

que fosse em sol maior.

Nossos voos

têm de ter o mesmo destino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário