O
que em mim mora
e
que me deixa imóvel
é
este poema que se inquilina
e,
de favor, ameaça, mas não sai.
É
dos meus nervos locatário.
Tal
poema me habita,
quando
penso que o crio
sou
por ele criado,
quando
penso que dele sou dono
por
ele sou escravizado.