terça-feira, 25 de agosto de 2026

Desemprego das horas, poema

 


 

Emprego meus dias

no desemprego das horas.

Há muito de fabril

em meus escritos.

Chegará o dia em que

desempregarei meu corpo.

O relógio de ponto

do meu coração

marca o emprego

das vontades.

Meus temores estão de férias.

Caminho o expediente

da alegria.

 

 

 

 


segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Chuvarada, poema

 





 

 

Chove tanto

que encharco minhas securas.

As ideias inundadas 

de rios sinuosos.

Mas a chuva também

é bonançosa

e, casada com o sol,

faz a vida renascer.

Que ironia!

Tudo em excesso arruína.

Por isso rego minhas fantasias

e uso a luz da razão

para não estragar as raízes

das minhas imaginações.

 



 

 


domingo, 23 de agosto de 2026

Aprendizagem do destino, poema


 






Desaprendi a aprender.

Inquieta-me ter

um nariz entre os olhos:

para ver adiante

tenho que cheirar o destino.