Tudo falseia
num mundo de
águas.
No aquário
existe a imitação
da vida
marinha no
estelionato
das ostras de
plástico
que borbulham suas
pérolas de
oxigênio.
Que ilusionismo é
este?
Um poço de fundo
falso,
um relógio sem
ponteiros,
um trem sem
trilhos
e o jogo de xadrez
– imóvel e eterno
–
jogado sem peças.
Tenho medo de
acabar
falando sozinho
como os loucos e
os rádios.
