sábado, 29 de agosto de 2026

Formigável, poema

 


 


 

Corto as folhas da relva

dos meus poemas.

A cabeça grande

das ideais tolas.

A fila indiana

dos meus problemas.

Em meu formigueiro

há o burburinho

animal da espécie:

o frenético trabalho

da realidade.

Formiga em mim

uma necessidade de vida. 

 

 

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