sexta-feira, 21 de agosto de 2026

O amor perfeito, poema

 







A que ramo pertence

o amor perfeito?

Às obsessões

que são tubérculos?

À submissão

que são plantas aéreas?

Ao ramo dos exuberantes

como os girassóis?

O amor perfeito

viceja apenas

nas delicadezas da alma,

na suprema aspiração

onde brota a flor

mais díspar, metafísica,

desarmoniosa e triste.

Uma abstração

no jardim secreto

dos homens crédulos

na serenidade

e no círculo da vida.

 

 


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