As
calçadas sentem
a
incompletude dos meios-fios.
São
ásperas com quem lhes pisam
– e
se sabem secundárias –
são
apenas vias
e
não a origem ou destino.
Não
têm a vocação
dos
caminhos grandes
como
as estradas.
Pior
são os passos
que
nunca retornam
ou
não nos visitam
e
ficam marcados
no
cimento fresco da memória.
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