terça-feira, 13 de maio de 2025

Bebedeira poética, poema

 


 

 

 


 

Ando bêbado de poesia

e quando me encharco

vem a necessidade das palavras.

O álcool das ideias

se embrenha nas veias poéticas

e sofro com a vertigem do poema.

 

Ando tonto pelas ruas

calçadas de verbos,

bamboleio nas esquinas das orações.

Pai nosso que está no meu poema,

dai-me hoje a poesia concreta

das minhas alucinações.

Há poesia bastante

no cálice do poema não escrito.

Na verdade está o vinho

que entorpece

o muro das lamentações.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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