sábado, 21 de junho de 2025

Libertinagem, poema

 

 


 

   

 

A memória roda gigante

e faz girar a roda da fortuna do antigo

como um búzio que murmureja

o mar de concha.

O trançado da revolta

borda o pano de fundo

enquanto as cortes do povo

criam a revolução francesa

da libertinagem do pensamento.

 

O tempero da carne cozinha

o temperamento do espírito,

as especiarias dos males

salgam o pouco unguento

das secreções.

A guilhotina das pálpebras

desce para recusar o regime de terror

das crianças da pátria nesse instante.

 

 

 

 

 

 

 

 

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