sábado, 19 de setembro de 2026

Esperança, poema

 

 


 

 

 

Não quero ter a esperança

dos bois de matadouro.

Sobreviver

como um pássaro

pousado na boca de um cão.

Alma seca e austera.

Vou à rua.

Trago o peso das compras

e a sugestão das vendas

nos olhos.

 

 

 

 

 

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