Os
aviões
farejam
na pista
o
capim cinza do asfalto.
O
aeroporto são luzes
gritando
e soluçando
no
espaço de um pouso
e de
uma decolagem
– a
vida entre aspas.
Para
nós que sobrevivemos
ao
amigo suicida, ao louco
e ao
que morreu na política,
a
vida é o pasmo
de
saber-se náufrago do ar.
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