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sábado, 18 de maio de 2019

Macunaíma, cap. de A ideologia do personagem brasileiro



(trecho do livro A ideologia do personagem brasileiro, Ed. UnB, 2007, 6° capítulo)

         Mário de Andrade escreveu Macunaíma em apenas seis dias na chácara Pio Lourenço, na cidade de Araraquara, interior de São Paulo. Escreveu de forma divertida, brincalhona e, aparentemente, despretensiosa. Mais tarde, ao elaborar o prefácio do livro é que Mário tentará organizar uma poética do romance. Mário recolherá do livro de Koch-Grünberg, Vom Roraima zum Orinoco,  alguns mitos amazônicos, comuns aos povos fronteiriços da Venezuela e do Brasil. O mito de Macunaíma está bem presente para explicar as formações rochosas do sul da Venezuela: os tepuyes em Canaima, Gran Sabana. Segundo as narrativas dos povos indígenas do lado da Venezuela, o herói teria se machucado e aquele tipo de erosão fantástica nas rochas formando enorme cânion seria o sangue derramado de Macunaima ( sem acentuação na prosódia da palavra ). Mário de Andrade formula, no prefácio a Macunaíma, de março de 1928, algumas considerações que descartariam a possibilidade de interpretar o herói sem nenhum caráter como representativo de uma coletividade.

  É certo que não tive a intenção de sintetizar o brasileiro em Macunaíma nem o estrangeiro no gigante Piaimã. Apesar de todas as referências figuradas que a gente possa perceber entre Macunaíma e o homem estrangeiro, tem duas omissões voluntárias que tiram por completo o conceito simbólico dos dois. A simbologia é episódica, aparece por intermitência quando calha pra tirar efeito cômico e não tem antítese. [...] Me repugnaria bem que se enxergasse em Macunaíma a intenção minha dele ser o herói nacional.

 Dois anos antes, no esboço do prefácio, datado de dezembro de 1926, ele acusara: “O que me interessou por Macunaíma foi incontestavelmente a preocupação em que vivo de trabalhar e descobrir o mais que possa a entidade nacional dos brasileiros”  ( grifo nosso ). Consciente ou inconscientemente, Mário preparara uma formulação do personagem como emblemático de determinado comportamento sociopsicológico do homo brasilis. Essa afirmação é mais condizente com a proposta estética do Modernismo, movimento altamente nacionalista, de crítica e ironia à realidade e ao ideário brasileiros. Como Oswald de Andrade observou sobre a Antropofagia, manifesto dos vanguardistas brasileiros dos anos 20: “Porque a descida antropofágica não é uma revolução literária. Nem social. Nem política. Nem religiosa. Ela é tudo isso ao mesmo tempo. Dá ao homem o sentido verdadeiro da vida, cujo segredo está no que os sábios ignoram na transformação do tabu em totem”.

Lévi-Strauss
 Para Lévi-Strauss o mito é uma narrativa que se dá por meio da língua.  Ele é parte integrante da língua, “é pela palavra que ele se nos dá a conhecer, ele provém do discurso”, diz Lévi-Strauss.  Ao mesmo tempo, o mito descola-se da lingüística ao não proporcionar que se estudem seus elementos de forma isolada, já que eles se mantêm combinados entre si. O mito é parte da linguagem, mas ele manifesta outros sentidos além da expressão da língua. “Essas propriedades”, ressalta Lévi-Strauss, “só podem ser pesquisadas acima do nível habitual da expressão lingüística; dito de outro modo, elas são de natureza mais complexa do que as que se encontram numa expressão lingüística de qualquer tipo” . O antropólogo acentuará o caráter repetitivo, único, reproduzível dos mitos em todas as culturas de forma igual, o que eliminaria a vocação de discurso do mito e reduziria suas potencialidades lingüísticas. 
  A poesia é uma forma de linguagem sumamente difícil de ser traduzida para uma linguagem estrangeira, e qualquer tradução acarreta múltiplas deformações. Ao contrário, o valor do mito como mito persiste, a despeito da pior tradução. Qualquer que seja nossa ignorância da língua e da cultura da população onde foi colhido, um mito é percebido como mito por qualquer leitor, no mundo inteiro. A substância do mito não se encontra nem no estilo nem no modo de narração, nem na sintaxe, mas na história que é relatada. O mito é linguagem; mas uma linguagem que tem lugar em um nível muito elevado, e onde o sentido chega, se é lícito dizer, a decolar do fundamento lingüístico sobre o qual começou rolando.
 Outro dado que nos interessa na formulação teórica de Lévi-Strauss é a caracterização do estudo dos mitos por meio dos feixes de relações, a propriedade significativa de os vários elementos constitutivos do mito se relacionarem e significarem. Em Macunaíma, Mário de Andrade, ao recuperar vários mitos indígenas e costurá-los, criará outro novo feixe de relações completamente distinto dos elementos primeiros do mito. Mário, ao reuni-los sob novo código, dará outra leitura e outra significação mítica. Os mitos iniciais e primitivos entrarão numa nova órbita, literária e culta, criando um novo discurso, uma nova expectativa, e, dentro do feixe de relações, significarão outro mito. O mito de Macunaíma, inicial, primitivo, tribal, indígena, agora semantizará uma narrativa que se enquadra num movimento estético, na época da modernidade, num mundo letrado.
 A formulação dos mitos é contínua. Lévi-Strauss aponta que Freud ao escrever sobre o mito de Édipo também estava produzindo uma narrativa mitológica. Lévi-Strauss descarta a possibilidade dos mitos puros ou originais. Repudia a versão autêntica ou primitiva, já que todas elas são versões. A interpretação de Freud era mais uma versão do mito edipiano, logo também mito. Dessa forma, não apenas Mário de Andrade produz uma nova narrativa mitológica daquele mito dito original e primitivo, mas ele também promove outro mito, assim como nós, ao escrever sobre Macunaíma, também estamos produzindo outro mito sobre o mito. Se Mário buscou Macunaíma é porque ele teria uma estrutura simbólica que poderia expressar algo por intermédio daquela história, já que a história do mito diria o que foi dito anteriormente, no mito considerado ainda em estágio primitivo, e teria outra leitura, já que seus feixes de relação foram modificados ao virar literatura escrita e culta – aqui de forma interna e externa. De forma interna, a modificação dar-se-ia quando o mito de Macunaíma passa a ser arrolado a outros mitos na história do livro. De forma externa, quando o livro é publicado e penetra no ambiente cultural da época.


O projeto ideológico (...) continua...
(fim do trecho selecionado)

pgs 142e 143 de A ideologia do personagem brasileiro

quarta-feira, 6 de junho de 2018

História, ficção e memória, Manoel Hygino

(capítulo do livro "Memorialística: História, Memória, Ficção", de Magaly Trindade Gonçalves, Zélia Thomaz de Aquino e Zina C. Bellodi, sobre O viúvo)






Três professoras universitárias do Estado de São Paulo lançaram no ano morto um livro que merece atenção dos meios universitários e literários. Magaly Trindade Gonçalves e Zélia Thomaz de Aquino, de Araraquara, e Zina C. Bellodi, de Jaboticabal, o fizeram sem o anúncio que as boas criações estão a exigir, para melhor conhecimento da plateia-leitora.
“Memorialística: História, Memória, Ficção” tem 162 páginas e focaliza um tema fundamental para todos os que se interessam por analisar em profundidade Joaquim Nabuco (“Minha Formação”), Humberto de Campos (“Memórias”), Pedro Nava (“Baú de Ossos”) e Alberto da Costa e Silva (“Invenção do desenho-ficção da memória”), na área de memórias familiares.
No campo de memórias e histórias ficcionalizadas, comparecem Machado de Assis, “Dom Casmurro” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”; Guimarães Rosa, “Grande Sertão: Veredas”; Graciliano Ramos, “São Bernardo”; Cyro dos Anjos, “O amanuense Belmiro”; Maria José de Queiroz”, “Joaquina, filha de Tiradentes”, Miguel Sanches Neto, “Um amor anarquista” e Godofredo de Oliveira Neto, “O bruxo do Contestado”.
Em memória no universo familiar, o mineiro Autran Dourado com “Ópera dos Mortos”; Josué Montello, com “Largos do desterro”; Milton Hatoum, com “Dois Irmãos”; ainda, Machado com “Esaú e Jacó”; Ronaldo Costa Fernandes, com “O viúvo” e Cristóvão Tezza, com “O filho eterno”. Em retalhos de memórias, Ignácio de Loyola Brandão, com “Veia Bailarina” e Lígia Fagundes Telles, com “Invenção e memória” e “Conspiração de Nuvens”.
Pela simples enunciação dos nomes, trata-se de seleção do mais alto nível. São 21 autores que conquistaram prestígio, embora Humberto de Campos já se encontre esmaecido. Estou certo de que, pela leitura do vigoroso estudo dessas três paulistas, com bela biografia nas letras e no magistério, muitos brasileiros poderão desejar conhecer mais os autores e obras focalizadas.
Sublinha-se: o que é História? O que é ficção? O que são memórias? “A oportunidade para um trabalho em que pelo menos história, memória e ficção aparece como diferentes modalidades da construção literária”. Donde concluem as autoras que “a literatura é um campo maior do que qualquer definição, e nela, mistura-se a todo momento”.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Franceses e portugueses no Maranhão em forma de jornal



NOTÍCIAS DO MARANHÃO


FRANCESES CONSTROEM FORTE


 São Luís – Os senhores de Rasilly e de la Ravardière comunicaram ontem que estão dispostos a construir um forte, tanto para a segurança dos franceses como para a defesa do país. Escolheram um belo sítio, muito indicado para esse fim por se achar numa alta elevação e na ponta  de um rochedo inacessível e mais elevado do que todos os outros. O padre capuchino Claude d’Abbeville declarou que de lá se descortina “uma bela vista”.  O padre d’Abbeville ainda acrescentou que “assim entrincheirado, formando um baluarte do lado da terra, o forte se torna inconquistável e tanto mais forte quanto cercado quase por completo por dois rios muito profundos e largos que desembocam no mar ao pé do dito rochedo”.
 O padre Claude d’Abbeville veio acompanhando a missão francesa na conquista da França Equinocial. Na edificação do forte, trabalham não apenas os franceses, mas também os índios. Para melhor acomodação dos franceses, os índios construíram cabanas. Os índios têm mestria na construção desses abrigos. “Em pouco tempo construíram os índios várias cabanas, de um e dois andares, e mais um grande armazém para o qual transportaram, eles próprios, toda a carga de nossos navios”, admirou-se o padre d’Abbeville.
 O forte irá abrigar os franceses. Os que não quiserem ficar residindo no Forte podem morar nas aldeias. Inclusive hospedando-se com os índios que os haviam convidado.
O padre Claude d’Abbeville relatou-nos ainda que “junto ao forte há uma grande praça tão cômoda quão admirável. Nela se encontram belas fontes e regatos, que são a alma de uma cidade, existindo também todas as comodidades desejadas, como sejam paus, pedras, barro e outros materiais que tornam a construção barata”.




CARNE HUMANA NA GRELHA

 A carne humana é comida pelos homens de maneira esfomeada e mais ainda pelas mulheres. Quanto às velhas, se pudessem se embriagar de carne humana de bom grado o fariam. Não é por prazer propriamente que as leva a comer tais petiscos, pois de muitos ouvi dizer que não raro a vomitam depois de comer. A afirmação é do padre Claude d’Abbeville que relata o canibalismo entre os tupinambás. Ontem o padre Claude d’Abbeville deu-nos a seguinte entrevista:
Entrevistador: O senhor poderia nos contar como é o ritual de canibalismo que existe aqui na ilha de São Luís?
Claude d’Abbeville: São prisioneiros. Alguns são bem-tratados e chegam mesmo a se casar com mulheres da tribo. As velhas são as que os recebem com maior alegria.  Se entre os prisioneiros há velhos, comem-nos antes que emagreçam; quanto aos jovens, libertam-nos e os alimentam muito bem para que engordem; e dão-lhes suas filhas e irmãs por mulheres. Embora lhes seja possível fugir, à vista da liberdade de que gozam, nunca o fazem apesar de sabem que serão mortos e comidos dentro em pouco. Matam os mais gordos quando lhes dá na telha por ocasião de qualquer festividade ou cauim.
Entrevistador: O senhor já ouviu histórias sobre os prisioneiros que fogem?
Claude d’Abbeville: Ao prisioneiro geralmente é dado o direito, vamos chamar assim, de fugir. Um ou dois meses antes de matá-lo, amarram-no. Deixam os ferros dos pés soltos e gritam para o prisioneiro: ecoain, foge. Os índios correm atrás, como cães correm atrás de um veado, e em poucos instantes está de novo preso o desgraçado. Para não parecerem cruéis, dão-lhe comida e bebida à vontade. O ritual é longo, acompanhado de cantos, comida e bebida. Depois de muito folgarem e de se divertirem à custa do desgraçado durante dois ou três dias sem interrupção, ele é morto com uma ou duas cacetadas atrás da orelha que lhe quebram a cabeça e fazem cair os miolos no chão.
Entrevistador: E depois, padre, o que fazem com o prisioneiro, ou seja, de que maneira, desculpe a expressão, ele é consumido?
Claude d’Abbeville: Lançam o prisioneiro no fogo para queimar os pêlos. Lavam depois com água quente. Depois de bem limpo e alvo, abrem-lhe o ventre e retiram-lhe as entranhas. Cortam-no em seguido em pedaços e moqueiam ou assam-no. Para isso usam uma espécie de grelha de madeira a que dão o nome de bucan, moquém. Essa grelha é formada de quatro forquilhas de madeira, da grossura de uma perna, fincadas no chão em forma de quadrado ou retângulo e sobre as quais se colocam duas varas com outras menores atravessadas e próximas umas das outras. Colocam os pedaços do pobre corpo estraçalhado, inclusive as entranhas, ficando o resto para o caldo. Tudo bem cozido e assado, comem os bárbaros essa carne humana com incrível apetite.




FRANCÊS CONFESSA O PROJETO DA FRANÇA EQUINOCIAL

 São Luís – Urgente – Fontes fidedignas dão conta dos depoimentos dos franceses derrotados pelas tropas do exército lusitano de Jerônimo de Alburquerque. Segundo autoridades do agrupamento português, todos os detidos para interrogatório chegaram a bordo do Régent, ou seja, passaram apenas cinco meses no Maranhão. O primeiro depoimento foi tomado a Étienne Marechal, normando, da cidade de Honfleur. Étienne confessou que o navio transportava para o Maranhão colonos, entre os quais carpinteiros, serralheiros, entalhadores de pedra, pedreiros, sapateiros e alfaiates, enfim todos os ofícios para a criação de uma grande população. O risco de Portugal perder o Maranhão para os franceses e aqui ser criada a França Equinocial foi grande. Todos os detidos dão conta dos instrumentos de guerra como peças de artilharia em grande número. Os franceses vieram armados até os dentes em suas embarcações bélicas. Noël de la Motte, dos arredores de Rouen, tecelão, depôs sobre o transporte farto de mercadorias assaltadas das terras maranhenses como pau-amarelo, algodão, pimenta e fumo. Binart, tambor de companhia do senhor du Pratz, confessa que, além de artesãos e militares, vieram nobres que morreram como os senhores de Pézieux, de Longeville, de la Prairie, de Rochefort, de Petressy, de Croisilly, filho do tesoureiro do Languedoc, Menoux, de Rouen, e de Jumbarville, da Picardia, entre outros mais. Caso os franceses não fossem derrotados pelos frequentes enfrentamentos, por certo criariam aqui, todos concordam, um reino de França nos trópicos. Nossos índios falariam francês e Portugal teria que conviver com um enclave revolucionário, cujas consequências imprevisíveis poderiam causar a povoação de todo o território brasileiro. 




FRANCÊS E PORTUGUÊS TRAVAM BATALHA DECISIVA

São Luís – Ontem foi travada a batalha de Guaxenduba, que pode representar o fim dos enfrentamentos entre franceses e portugueses. La Ravardière chegou pessoalmente com sete navios, mais de 50 canoas, 400 franceses e, segundo as diferentes testemunhas, 1500, 2000 ou 4000 tupinambás. Seu plano era desembarcar as três companhias, cada uma com 60 homens, comandados por de Pézieux, du Pratz e pelo cavaleiro de Razilly, irmão de François que partira para a França. Auxiliados pelos índios, elas deviam se entrincheirar antes do alvorecer, mantendo-se perto de um riacho a uns cem passos do forte português. À frente de 80 homens e de seus marinheiros, La Ravardière devia bombardear o forte de dentro de seus sete navios para, em seguida, tendo em vista a superioridade de suas forças, exigir a rendição de Albuquerque antes de desembarcar com suas reservas.
 A primeira companhia que foi vista saltando a terra foi a de du Pratz, seguida por de Pézieux que, desejando também atribuir-se as glórias, jogou-se n’água cedo demais com seus homens, o que fez com que muitos molhassem as bombas de pólvora. Mas os índios, vendo-os se debater na água, também empurraram suas canoas para a margem e, com seus gritos agudos, logo transformaram a praia num inferno. Após breve troca de tiros, Diogo de Campos alertou o forte. Albuquerque mandou servir um copo de vinho e um punhado de biscoitos a seus homens antes que ele se engajassem por uma trilha afastada a fim de surpreender o inimigo pela retaguarda, pelo flanco da colina.
 Os índios e os franceses, sob as ordens do senhor de Canonville, construíam um entrincheiramento diante do forte, de modo que pudessem circular protegidos, da praia até a mata. A idéia de Albuquerque de tomar a iniciativa antes que as obras tivessem se concluído foi genial. Ele avançou na mata, enquanto Diogo de Campos, acompanhado por um filho do general, um rapaz de 20 anos de sua companhia, pelo chefe Mandiocopã e por seus tabajaras, apanhava facilmente os que chegavam. Os franceses tinham em mente atacar o forte que estava apenas ocupado por inválidos e doentes, enquanto que os portugueses atocaiavam os franceses pela retaguarda, sem toque de tambor nem bandeira.
 A luta foi cruel e talvez definitiva. Esperemos os próximos acontecimentos. Mas a percepção deste jornal é que a batalha se configura o começo do fim de La Ravardière. Logo de início, o nobre De Pézieux foi morto na primeira fileira. Era um sinal inequívoco da derrocada francesa. O combate durou menos de uma hora e prolongou-se n’água. Os soldados franceses, com botas de cano alto, inapropriadas para aquele tipo de combate na água e na lama, vestiam também meias e calças de tecidos grossos que ficavam pesados por causa da água, revelou uma testemunha. Os franceses acabavam atolados e mortos pelos portugueses e índios aliados.