quarta-feira, 15 de abril de 2026

Inventário, poema

 


 


 

 

 

Pelas manhãs, me sento no inventário

a fim de coser alguma ficção.

Costuro com a linha da trama

inventários os mais diversos.

Nos meus inventários,

também consta o tubo de ensaio

que é outra forma de lista:

no livro-caixa

a certidão imprecisa

do inventário dos outros.

Também cultivo

a linha de outro coser:

o inventário da poesia,

que é um coser de linhas tortas.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário