sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Moça, poema

 

 


 

Depois, se perfuma

do líquido das glândulas.

Passeia as pernas

pelas aleias da praça

amplas como o mundo.

Na carteira da escola

onde cresce – cada ano –

a roliça madeira

das pernas dela.

Na igreja só o cheiro

de Deus: o incenso

e o corpo: em cápsula.

Haverá outras cidades

com cheiros excitados:

o cheiro dos arranha-céus.

 

 

 

 

 

 

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