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sexta-feira, 13 de maio de 2022
Tríplice coroa, poema RCF
ganhou, entre outros, os prêmios de Revelação de Autor da APCA, o Casa de las Américas e o Guimarães Rosa. No ano de 1998, edita Terratreme, poesia, livro que recebeu o Prêmio Bolsa de Literatura, pela Fundação Cultural do DF. Durante nove anos dirigiu o Centro de Estudos Brasileiros da Embaixada do Brasil em Caracas. É Doutor em Literatura pela UnB. Em 2000, publica o livro de poemas Andarilho, da ed. 7Letras. Em 2004, sai Eterno Passageiro (Ed. Varanda). Em 2005, pela Ed. LGE, lança o romance O viúvo, que o crítico Adelto Gonçalves chamou “de uma das primeiras obras primas da literatura brasileira do séc. XXI”. Em 2007 lançou dois livros: Manual de Tortura (Esquina da Palavra, contos, 2007) e A Ideologia do personagem brasileiro (Editora da UnB, ensaio, 2007). Em 2009, sai A máquina das mãos, poemas, publicado pela 7Letras, que ganhou o Prêmio de Poesia 2010, da Academia Brasileira de Letras. Em dezembro de 2010 lança o romance Um homem é muito pouco. Memória dos Porcos é publicado em 2012. O difícil exercício das cinzas, de 2014, é seguido pelo livro de ensaios A cidade na literatura (2016) e, mais recente, Matadouro de Vozes (2018)
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Depois de tudo, Cassino Ricardo


Mas tudo passou tão depressa.
Não consigo dormir agora.
Nunca o silêncio gritou tanto
nas ruas da minha memória.
Como agarrar líquido o tempo
que pelos vãos dos dedos flui?
Meu coração é hoje um pássaro
pousado na árvore que eu fui.
(do livro Jeremias sem-chorar, 1967)
ganhou, entre outros, os prêmios de Revelação de Autor da APCA, o Casa de las Américas e o Guimarães Rosa. No ano de 1998, edita Terratreme, poesia, livro que recebeu o Prêmio Bolsa de Literatura, pela Fundação Cultural do DF. Durante nove anos dirigiu o Centro de Estudos Brasileiros da Embaixada do Brasil em Caracas. É Doutor em Literatura pela UnB. Em 2000, publica o livro de poemas Andarilho, da ed. 7Letras. Em 2004, sai Eterno Passageiro (Ed. Varanda). Em 2005, pela Ed. LGE, lança o romance O viúvo, que o crítico Adelto Gonçalves chamou “de uma das primeiras obras primas da literatura brasileira do séc. XXI”. Em 2007 lançou dois livros: Manual de Tortura (Esquina da Palavra, contos, 2007) e A Ideologia do personagem brasileiro (Editora da UnB, ensaio, 2007). Em 2009, sai A máquina das mãos, poemas, publicado pela 7Letras, que ganhou o Prêmio de Poesia 2010, da Academia Brasileira de Letras. Em dezembro de 2010 lança o romance Um homem é muito pouco. Memória dos Porcos é publicado em 2012. O difícil exercício das cinzas, de 2014, é seguido pelo livro de ensaios A cidade na literatura (2016) e, mais recente, Matadouro de Vozes (2018)
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Soneto da ausente, Cassiano Ricardo
| Can Dagarslani |
É impossível que na furtiva claridade
que te visita sem estrela nem lua,
não percebas o reflexo da lâmpada
com que te procuro pelas ruas da noite.
É impossível que, quando choras, não vejas
que uma de tuas lágrimas é minha.
É impossível que, com o teu corpo de água jovem,
não adivinhes toda a minha sede.
É impossível não sintas que a rosa
desfolhada a teus pés, ainda há um minuto,
foi jogada por mim, com a mão do vento.
É impossível não saibas que o pássaro,
caído em teu quarto por um vão da janela,
era um recado do meu pensamento!
De Um Dia Depois do Outro (1947)
ganhou, entre outros, os prêmios de Revelação de Autor da APCA, o Casa de las Américas e o Guimarães Rosa. No ano de 1998, edita Terratreme, poesia, livro que recebeu o Prêmio Bolsa de Literatura, pela Fundação Cultural do DF. Durante nove anos dirigiu o Centro de Estudos Brasileiros da Embaixada do Brasil em Caracas. É Doutor em Literatura pela UnB. Em 2000, publica o livro de poemas Andarilho, da ed. 7Letras. Em 2004, sai Eterno Passageiro (Ed. Varanda). Em 2005, pela Ed. LGE, lança o romance O viúvo, que o crítico Adelto Gonçalves chamou “de uma das primeiras obras primas da literatura brasileira do séc. XXI”. Em 2007 lançou dois livros: Manual de Tortura (Esquina da Palavra, contos, 2007) e A Ideologia do personagem brasileiro (Editora da UnB, ensaio, 2007). Em 2009, sai A máquina das mãos, poemas, publicado pela 7Letras, que ganhou o Prêmio de Poesia 2010, da Academia Brasileira de Letras. Em dezembro de 2010 lança o romance Um homem é muito pouco. Memória dos Porcos é publicado em 2012. O difícil exercício das cinzas, de 2014, é seguido pelo livro de ensaios A cidade na literatura (2016) e, mais recente, Matadouro de Vozes (2018)
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
O primeiro centenário de Vinícius de Moraes, Fabio Coutinho
EU NÃO EXISTO SEM VOCÊ
Uma das grandes injustiças que se cometem contra Vinícius de Moraes, talvez a maior, é referir-se a ele como "poetinha". Por mais que se lhe pretenda atribuir conotação afetuosa, o tratamento fica muito aquém de refletir a dimensão intelectual, humana e cultural do formidável escritor carioca.
Nascido na Rua Lopes Quintas, no bairro da Gávea, em meio a forte temporal, na madrugada de 19 de outubro de 1913, Vinícius teve seus contatos iniciais com a poesia e com a música no seio da própria família. Seu pai, Clodoaldo, era poeta e sua mãe, Lydia, tocava piano, circunstâncias que encontraram, no primogênito dos Moraes, território fértil e inesgotável potencial.
Aluno dos jesuítas, no Colégio Santo Inácio, Vinícius de Moraes ali desenvolveu sólida amizade com seus colegas Paulo e Haroldo Tapajós. Com eles, ainda de calças curtas, compôs suas primeiras canções, executadas em festas e saraus familiares e de vizinhança.
Em 1930, ingressou na célebre Faculdade de Direito da Rua do Catete, onde se associou ao CAJU, Centro Acadêmico de Estudos Jurídicos e Sociais, que reunia uma verdadeira plêiade de jovens futuros bacharéis, com destaque, além do próprio Vinícius, para San Tiago Dantas, Octávio de Faria, Thiers Martins Moreira e Plínio Doyle. Todos, sem exceção, viriam a ser, tempos depois, figuras de projeção nacional, em suas respectivas esferas de atuação.
Data do ano da formatura de Vinícius, 1933, a edição de seu primeiro livro de poesia, O CAMINHO PARA A DISTÂNCIA. A ele se seguiram o premiado FORMA E EXEGESE (1935) e ARIANA, A MULHER (1936), que também estampavam a influência do pensamento transcendental, místico e cristão na formação estética do poeta. Ao organizar sua ANTOLOGIA POÉTICA, em 1954, Vinícius de Moraes nela incluiu apenas um poema do pioneiro O CAMINHO PARA A DISTÂNCIA, o belíssimo "A uma mulher":
(...)
Mas quando meus lábios tocaram teus lábios
Eu compreendi que a morte já estava no teu corpo
E que era preciso fugir para não perder o único instante
Em que foste realmente a ausência de sofrimento
Em que realmente foste a serenidade."
É de 1943, quando Vinícius completou 30 anos de idade, o livro CINCO ELEGIAS, amplamente considerado uma das mais relevantes obras da moderna poesia brasileira. Nessa época, ingressou, por concurso, na carreira diplomática, passando a viver longos períodos no exterior, em missões permanentes (Los Angeles, Paris, Montevidéu).
Em paralelo, intensificou a produção poética e tornou-se, sobretudo, um extraordinário letrista, compositor e autor teatral. Sua consagração nesse segmento das artes veio com a peça musical ORFEU DA CONCEIÇÃO, encenada em 1956, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, para uma atenta, entusiasmada e sempre crescente plateia.
Com a implantação da ditadura militar que se seguiu ao golpe de Estado de 1º de abril de 1964, Vinícius de Moraes sofreu intensa perseguição política em sua repartição funcional, culminando com truculenta expulsão do serviço público, juntamente com outros colegas diplomatas, após a decretação do famigerado AI-5, de 13 de dezembro de 1968.
Dedicou-se, a partir de então, em regime integral, à vida artística, criando algumas das mais lindas pérolas da música brasileira, a exemplo da que serve de título deste artigo. Teve vários parceiros de peso, sendo o principal deles o genial Tom Jobim, autor de um depoimento sobre Vinícius que encerra síntese lapidar, datado de abril de 1959 e publicado na contracapa do disco POR TODA MINHA VIDA, de Lenita Bruno:
"Vinícius de Moraes é um grande poeta. No entanto, isto não é condição para se fazer uma bela letra. Uma palavra, além do sentido verbal, tem uma sonoridade e um ritmo. Só um indivíduo como Vinícius, que conhece a música da palavra, que poderia ter sido um músico profissional, poderia ter feito as letras que fez.
Vinícius é o poeta que sabe comungar com um crioulo de morro e bater um samba com a faca na garrafa. Educado em Oxford, diplomata em Paris, triste em Strasburgo, escrevendo "Pátria Minha" em Los Angeles, falando muitas línguas e sem deixar que se perceba isto, é sempre o homem que vê o lado humano das coisas.
A versatilidade do meu amigo é espantosa: - tanto compõe um samba de morro ("Eu e o meu amor") como uma valsa romântica e sinfônica ("Eurídice") ou ainda uma "Serenata do Adeus"; tanto escreve um soneto ("de Fidelidade" ou "de Separação") como uma "História Passional, Hollywood, Califórnia" -; faz cinema, faz teatro e escreve crônicas deliciosas. Tem o sentimento nato da forma que transcende o que possa ser ou foi aprendido.
Estas são umas poucas facetas do poliedro cujo número de faces tende para o infinito e que se chama Marcus Vinícius da Cruz de Mello Moraes."
Na passagem do primeiro centenário de seu luminoso nascimento, Vinícius de Moraes é sobejamente merecedor da admiração generalizada de seus patrícios e de milhões de estrangeiros, de múltiplas gerações. Sua obra se incorporou definitivamente à nossa fisionomia cultural. Vinícius não passará. Será, daqui a séculos, uma expressão do Brasil.
ganhou, entre outros, os prêmios de Revelação de Autor da APCA, o Casa de las Américas e o Guimarães Rosa. No ano de 1998, edita Terratreme, poesia, livro que recebeu o Prêmio Bolsa de Literatura, pela Fundação Cultural do DF. Durante nove anos dirigiu o Centro de Estudos Brasileiros da Embaixada do Brasil em Caracas. É Doutor em Literatura pela UnB. Em 2000, publica o livro de poemas Andarilho, da ed. 7Letras. Em 2004, sai Eterno Passageiro (Ed. Varanda). Em 2005, pela Ed. LGE, lança o romance O viúvo, que o crítico Adelto Gonçalves chamou “de uma das primeiras obras primas da literatura brasileira do séc. XXI”. Em 2007 lançou dois livros: Manual de Tortura (Esquina da Palavra, contos, 2007) e A Ideologia do personagem brasileiro (Editora da UnB, ensaio, 2007). Em 2009, sai A máquina das mãos, poemas, publicado pela 7Letras, que ganhou o Prêmio de Poesia 2010, da Academia Brasileira de Letras. Em dezembro de 2010 lança o romance Um homem é muito pouco. Memória dos Porcos é publicado em 2012. O difícil exercício das cinzas, de 2014, é seguido pelo livro de ensaios A cidade na literatura (2016) e, mais recente, Matadouro de Vozes (2018)
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Gonzaga ganha edição da Academia Brasileira de Letras
A Academia Brasileira de Letras
(ABL), com o apoio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, acaba de lançar
o livro Tomás Antônio Gonzaga, que
reúne uma antologia com excertos dos melhores poemas do poeta e um estudo
biográfico-crítico preparado por Adelto Gonçalves, doutor em Letras na área de Literatura
Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira,
1999), sua tese de doutorado.
Tomás
Antônio Gonzaga, patrono da cadeira 37 da ABL, é o volume nº 56 da Série
Essencial, que se propõe a oferecer informações básicas sobre cada um dos
ocupantes das 40 cadeiras da Academia ao longo da História, bem como sobre os
patronos da instituição. Acompanhados de sucinta antologia, os volumes, sob
responsabilidade de acadêmicos ou de especialistas, pretendem atingir um
público amplo e diversificado e despertar no leitor o interesse de se
aprofundar no conhecimento da obra de todos aqueles que tiveram seus nomes para
sempre vinculados à ABL.
Nascido no Porto, Tomás Antônio
Gonzaga (1744-1810), autor de Marília de
Dirceu, a coleção de poemas líricos mais popular da literatura de Língua Portuguesa,
formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e exerceu, entre outras funções
na magistratura, o cargo de ouvidor-geral da comarca de Vila Rica, Minas
Gerais, de 1782 a 1788. Em 1789, já fora do cargo, foi alcançado pela devassa
aberta para apurar denúncia de conspiração para a derrubada do governo do capitão-general
visconde de Barbacena, a chamada Inconfidência Mineira.
Detido, Gonzaga foi encaminhado para
a fortaleza da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro. Da prisão, pediu a um amigo
que levasse para Lisboa os originais da Marília
de Dirceu, que saiu à luz em 1792 pela Tipografia Nunesiana. Naquele ano,
seria condenado a degredo na Ilha de Moçambique, na costa oriental da África,
onde exerceria funções na magistratura, como a de promotor de defuntos e
ausentes. Quando morreu aos 65 anos, era juiz da alfândega. Na Ilha de
Moçambique, casou-se com Juliana de Sousa Mascarenhas, filha de Alexandre
Roberto Mascarenhas, escrivão da ouvidoria-geral desde 1775 e tabelião público.
Na África, Gonzaga comporia alguns versos e “A Conceição”, poema épico
inspirado no naufrágio do navio Marialva
em 1802, cujos originais (em parte) estão hoje na Biblioteca Nacional do Rio de
Janeiro.
O autor
Adelto Gonçalves (1951), jornalista,
autor do estudo biográfico-crítico, é também mestre na área de Língua Espanhola
e Literaturas Espanhola e Hispano-americana pela USP. É professor titular da
Universidade Santa Cecília (Unisanta), no curso de Jornalismo, e da
Universidade Paulista (Unip), no curso de Direito, ambas em Santos-SP. É também professor de Literaturas Portuguesa,
Brasileira e Africanas de Expressão Portuguesa.
Sua estreia na literatura deu-se em
1977 com o livro de contos Mariela Morta.
Em 1980, foi um dos ganhadores do Prêmio Nacional de Romance José Lins do Rego,
da Livraria José Olympio Editora, do Rio de Janeiro, com o livro Os Vira-Latas da Madrugada, publicado em
1981. Em 1986, obteve o Prêmio Fernando Pessoa da Fundação Cultural
Brasil-Portugal, do Rio de Janeiro, participando do livro Ensaios sobre Fernando Pessoa com o trabalho “O ideal político de
Fernando Pessoa”.
Conquistou os prêmios Assis
Chateaubriand de 1987 e Aníbal Freire de 1994, ambos da ABL. Em 2000, com Gonzaga, um Poeta do Iluminismo,
ganhou o Prêmio Ivan Lins de Ensaios da União Brasileira de Escritores e da
Academia Carioca de Letras. Em 1997, publicou o livro de ensaios e artigos Fernando Pessoa: a Voz de Deus (Santos,
Universidade Santa Cecília).
Em 1999, publicou o seu primeiro
livro em Portugal: o romance Barcelona
Brasileira (Lisboa, Editora Nova Arrancada), que saiu no Brasil em 2002
pela Publisher Brasil, de São Paulo. Barcelona
Brasileira e Os Vira-Latas da Madrugada
fazem parte do “ciclo de romances de identidade portuária” e são estudados em
vários dos ensaios reunidos em Esquinas
do Mundo: ensaios sobre História e Literatura a partir do Porto de Santos
(São Paulo, Dobra Editorial, 2013), do historiador Alessandro Atanes, mestre em
História Social pela USP.
Em 2003, Gonçalves publicou pela
Editorial Caminho, de Lisboa, Bocage – o
Perfil Perdido, seu primeiro trabalho de pós-doutorado, para o qual obteve
bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp).
Escreveu em 2010-2011 Direito e Justiça em
Terras d´El Rei: ouvidores, juízes de fora, juízes ordinários e vereadores em
São Paulo colonial (1709-1822), com bolsa da Unip, seu segundo trabalho de pós-doutorado,
ainda inédito.
Jornalista desde 1972, trabalhou em O Estado de S. Paulo, Empresa Folha da
Manhã, Editora Abril e A Tribuna, de
Santos, tendo sido correspondente da revista Época em Lisboa em 1999-2000. É colaborador desde 1994 da revista Vértice, de Lisboa. Escreve regularmente
para o quinzenário As Artes Entre as
Letras, do Porto, e Jornal Opção,
de Goiânia. É sócio-correspondente da
Academia Brasileira de Filologia (Abrafil) e assessor cultural e de imprensa do
Centro Lusófono Camões da Universidade Estatal Pedagógica Hertzen, de São
Petersburgo, Rússia.
Escreveu prefácios para dois livros
de contos de Machado de Assis publicados em 2006 e 2007 pelo Centro Lusófono
Camões da Universidade Hertzen em edição bilingue russo-portuguesa, com o apoio
do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Participou do livro Studi su Fernando Pessoa, publicado em
2010 por Edizioni dell´Urogallo, de Perugia, Itália, com o ensaio “Ambiguità e
ossimoro: simboli dell´universo e del mistero in Fernando Pessoa” (“Ambiguidade
e oximoro: símbolo do universo e do mistério em Fernando Pessoa”). Participou
com o ensaio “O feminismo negro de Paulina Chiziane” do livro Passagens para o Índico: encontros
brasileiros com a literatura moçambicana, de Rita Chaves e Tania Macêdo,
organizadoras (Maputo, Marimbique, 2012).
Também colabora com as revistas Colóquio/Letras, de Lisboa, Forma
Breve, da Universidade de Aveiro, Revista
Brasileira, da ABL, Revista do Centro
de Estudos Portugueses (Cesp), da Universidade Federal de Minas Gerais, Cultura – Revista de História e Teoria das
Ideias, do Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa, e Revista Estudos Avançados, do Instituto
de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP), entre outras, além
de escrever para sites e revistas eletrônicas do Brasil, Portugal e Moçambique.
______________________
Tomás Antônio
Gonzaga,
de Adelto Gonçalves. Rio de Janeiro/São Paulo: Academia Brasileira de
Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 68 págs., 2012, R$ 10,00.
E-mail: livros@imprensaoficial.com.br
ganhou, entre outros, os prêmios de Revelação de Autor da APCA, o Casa de las Américas e o Guimarães Rosa. No ano de 1998, edita Terratreme, poesia, livro que recebeu o Prêmio Bolsa de Literatura, pela Fundação Cultural do DF. Durante nove anos dirigiu o Centro de Estudos Brasileiros da Embaixada do Brasil em Caracas. É Doutor em Literatura pela UnB. Em 2000, publica o livro de poemas Andarilho, da ed. 7Letras. Em 2004, sai Eterno Passageiro (Ed. Varanda). Em 2005, pela Ed. LGE, lança o romance O viúvo, que o crítico Adelto Gonçalves chamou “de uma das primeiras obras primas da literatura brasileira do séc. XXI”. Em 2007 lançou dois livros: Manual de Tortura (Esquina da Palavra, contos, 2007) e A Ideologia do personagem brasileiro (Editora da UnB, ensaio, 2007). Em 2009, sai A máquina das mãos, poemas, publicado pela 7Letras, que ganhou o Prêmio de Poesia 2010, da Academia Brasileira de Letras. Em dezembro de 2010 lança o romance Um homem é muito pouco. Memória dos Porcos é publicado em 2012. O difícil exercício das cinzas, de 2014, é seguido pelo livro de ensaios A cidade na literatura (2016) e, mais recente, Matadouro de Vozes (2018)
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